terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Texto perdido de Arquimedes

Raio-X revela texto perdido de Arquimedes e cérebro antigo
Novos métodos permitem que cientistas estudem objetos antigos por dentro sem estragá-los.

Acadêmicos debatem se o matemático e inventor grego Arquimedes conhecia o conceito de infinito e arqueólogos podem ter encontrado um cérebro de milhões de anos, tudo graças a novas maneiras de olhar abaixo da superfície de objetos antigos.
Usando novas tecnologias de raios-X, pesquisadores estão desvendando dois antigos manuscritos de Arquimedes, que viveu na Sicília no século III a.C., disse Uwe Bergmann do Laboratório Synchrotron Radiation de Stanford.

Por volta de 1300 os textos foram raspados e cobertos para que fosse escrito um livro de orações, disse Bergmann. Mas agora os pesquisadores conseguiram discernir o texto original de "O Método" e "Stomachion", volumes que não existem em nenhum outro lugar.
Os textos revelam que Arquimedes estava muito à frente de seu tempo, usando uma forma de cálculo e procurando maneiras de somar um número infinito de vezes, disse Bergmann.

Arquimedes de Siracusa
Pintura de Domenico Fetti (1620)


O que se sabe do conceito de infinito de Arquimedes provavelmente mudará depois disso, disse ele, em um simpósio da AAAS sobre métodos para descobrir os segredos do passado.

O documento, chamado de palimpsesto de Arquimedes, veio à tona em 1997, quando um colecionador anônimo comprou em um leilão e levou para o Walters Art Museum em Baltimore para que fosse estudado. O documento foi originalmente escrito no século X, disse Bergmann, e não existe nenhuma outra cópia.

Paul Tafforeau do Laboratório Europeu Synchrotron Radiation, na França, disse no simpósio que estudos de peixes do período Devoniano, de 350 a 400 milhões de anos atrás, revelaram um antigo cérebro fossilizado.
O primeiro desse tipo, o fóssil deve ser formalmente apresentado e descrito cientificamente em algumas semanas.

Francesca Casadio do Art Institute of Chicago relatou que estudos de radiação permitiram que os pesquisadores diferenciassem três recipientes de bronze da China.
Dois deles eram arcaicos, ela disse, enquanto o terceiro era uma cópia mais recente.

O estudo determinou que a vasilha de vinho feita de bronze com estanho e um pouco de chumbo datava da mais antiga dinastia Chinesa, a Shang, que governou entre 1600 a.C. e 1050 a.C.
O segundo vasilhame de grãos era feito de cobre, estanho e chumbo e datava da dinastia Zhou, entre 1045 a.C. e 771 a.C.

No entanto o terceiro era uma liga de cobre e zinco com chumbo e estanho e foi feito no século XII d.C. no estilo dos vasos antigos.
"Ele não foi necessariamente feito para enganar, mas em apreciação aos antigos", disse.

No entanto, o teste ajuda os pesquisadores a saberem mais sobre a peça estudada sem estragar a arte. "Para um museu, é muito importante", disse.
E, acrescentou Casadio, "aprendemos como conservar o material para que dure outro 4.000 anos. Aprendemos o que era tecnologia de ponta há 4.000 anos."
Fonte: (1)

3 comentários:

Caroline disse...

Caraca, 4.000 anos, novinhooooo....hauhauhauhauha

Carla Dias disse...

Incrível como conseguiram conservas um manuscrito de 4.000 anos...

Lino disse...

É praticamente um livro fossilizado...