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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Belém, Pará, Brasil

Parabéns Belém pelos seus 394 anos! Estamos à espera de alguma melhora, mas de política não falamos neste blog, então vamos sonhar e fazer nossa parte para termos uma Belém um pouco melhor!

DSC01477 A foto é do blog.

Mosaico de Ravena

Belém, Pará, Brasil

Composição: Edmar Rocha

Vão destruir o ver o peso e construir um shopoping center
Vao derrubar o Palacete Pinho pra fazer um condomínio
Coitada da Cidade Velha que foi vendida pra Hollywood
Pra ser usada como um albergue num novo filme do Spielberg

Quem quiser venha ver
Mas so um de cada vez
Não queremos nossos jacarés
Tropeçando em vocês

A culpa é da mentalidade
Criada sobre a região
Por que que tanta gente teme ?
Norte não é com "M"
Nossos índios não comem ninguém
Agora é so hamburger
Por que ninguém nos leva a sério ?
Só o nosso minério ?

Quem quiser venha ver
Mas so um de cada vez
Não queremos nossos jacarés
Tropeçando em vocês

Aqui agente toma guaraná quando não tem coca-cola
Chega das coisas da terra que o que é bom vem lá de fora
Transformados até a alma sem cultura e opinião
O Nortista só queria fazer parte da nação
Ah, chega de malfeituras
Ah, chega de triste rima
Devolvam a nossa cultura
Queremos o Norte lá em cima
Porque, onde já se viu ?
Isso é Belém
Isso é Pará
Isso é Brasil

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A História Censurada

Dica de leitura

image Capa do mais recente livro de Lúcio Flávio Pinto, que nele narra sua
saga diante da perseguição dos Maiorana. Com 123 páginas e vendido a R$ 20,00, o livro pode ser adquirido em revistarias
e bancas de jornais e revistas de Belém. Para solicitações de outras cidades, o contato deve ser feito pelo e-mail jornal@amazon.com.br

sábado, 1 de agosto de 2009

Lucinnha Bastos – Nega

image  Nega

  Lucinha Bastos


  Composição: Alfredo Reis e Antonio Maranhão



Assim que o navio apita a pensão se agita
A nega fica aflita pra vadiar
Ela é figura de arte do Bar do Parque
Adora um desembarque
não pode ver lá no cais, qualquer turista chegar
E gosta de desfilar lá pela Bailique
Adora dançar colado um brega-chik
E no clube do açaí ela é da Socipe
A nega não é de Angola e nem é de Moçambique
Deixa de conversa nega, que eu quero é dançar
Lugar de conversa nega, é no Corumbá
Eu não sou turista nega, eu só tô na pista
Eu sou, é contrabandista da praça de Macapá
Eu vou a Paramaribo, quem sabe eu vou te levar
Te dar um banho de loja, de Zona Franca
Leite de soja pra dar sustança
Depois te levo pra Marabá
Deixa de conversa nega, que aqui não dá pé
Eu vou pro garimpo nega, tu pro cabaré
Eu já te cantei tanto nega, mais que Carlos Santos nega
Mas santo de casa nega, ninguém bota fé
Queria ser colunável do Edwaldo
Modelo do Ubiratam ou Mário Sobral
Queria virar notícia do Lúcio Flávio
Notícias de umas mutretas
que não sai pela Província, no Diário ou Liberal
Aprés de moi et demi delicieuse vacances
Será que comer muçuã, nega faz suar
A nega tinha um sotaque em francês soçaite
Mas vez por outra falava, "Eu só é dé Cametá"
adora dançar forró

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Lucinnha Bastos

Lucinnha Bastos - A Flor do Grão-Pará

O Poema - Voltar

Cantoras ouvi, já vi e senti
Por lá e aqui no mundo que canta
Cantora porém, com tudo de quem
Chegou pra ficar mostrando que é tanta
Estava faltando
Há muito na terra
Fazendo esta guerra
Virar plena paz
A cantora que eu quis

Com classe de Elis
Dará ao País o bom que ela faz
Seu canto é firmeza
É pura beleza
Lucinnha é certeza de um novo som
Lucinnha agradeço a Deus escutar-te
Ele sabe de arte
Ele sabe o que é bom

Autoria de Billy Blanco



LUCINNHA BASTOS - A FORÇA QUE VEM DAS RUAS


A Força Que Vem Das Ruas
Lucinha Bastos

Composição: Tonny Soares
Belém, Belém, Belém
Será que tá tudo bem
Belém, Belém, Belém
Será que tá
Tudo bem, tudo bem

A música na praça
O boi fazendo graça
É Ronaldo e seus meninos
Ensinando a nação
Que o futuro tá no centro da cultura
Da cultura popular, popular

E taca carimbó
De Pinduca, de Lucindo, Cupijó
Verequete, pavulagem
Dos meninos Eduardo, Taynara e Cavalero
Vão tocar no preamar, preamar

O couro treme a terra
De fabico, de setenta
Malhadinho de bandeira
Seu Rufino, seu Joaquim
Laurentina muito linda quando canta
Dá vontade de chorar, de chorar

O grande capitão
Nos boca-de-ferro
Da pedreira, marambaia
Terra-firme, sacramenta
Marituba, ananindeua, icoaraci
Do benguí, pro guamá, pro guamá

Fonte:(1, 2)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Vital Lima

Das Coisas Simples da Vida

Muito bem recebido pela crítica musical de Rio de Janeiro e São Paulo, este CD marca o retorno de Vital Lima aos estúdios de gravação.

No dizer de Roberto Moura, sem se propor a ser um trabalho de música regional, o Cd passeia por ritmos diferentes, vai da salsa ao chorinho, mas expõe de forma marcante as origens e o coração paraense do compositor.

Clique aqui e ouça as músicas de Vital Lima no MySpace.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Padaria Santo Antônio

Navegando hoje na web deparei-me com um artigo da Veja Belém sobre a Padaria Santo Antônio e que descreve que a foccacia é o pão mais famoso da padaria. Concordo plenamente, a foccacia da Santo Antônio é irresistível, todos os finais de semana vamos até a Quintino comprar foccacia de sal grosso e alecrim, bombas de chocolate e doce de leite e o ma-ra-vi-lho-so pão italiano. Segue o artigo:

Instalada num casarão em estilo colonial, construído no século XIX, a casa da Quintino Bocaiúva funciona como livraria, padaria e cafeteria. As paredes vermelhas de reboco aparente, o pé-direito alto e as vigas de madeira de demolição dão charme à rústica decoração. Como em uma mercearia antiga, os preços dos produtos são escritos com giz em caligrafia artística em quadros-negros fixados nas paredes.

Quem assina as receitas dos pães da casa é o chef-proprietário Américo Barata. Nascido em Portugal, ele fez cursos de gastronomia e hotelaria na Itália e em São Paulo. A sua receita mais famosa é a da foccacia tradicional, temperada com alecrim e sal grosso. Outro destaque é o pão de campanha, feito com diversas fibras e cebola. O chef explica que os pães da casa passam pelo processo de fermentação natural – a massa fica fermentando durante 24 horas antes de ir ao forno. Ao todo, são cerca de cinqüenta itens, entre doces e pães.

No fim de semana, a produção chega a ser de setenta tipos. Saem oito fornadas por dia: a primeira é às 6 e a última, às 18 horas. Na cafeteria, são servidos salgados, quiches, sanduíches, tortas e tarteletes. E, para quem quer abastecer a despensa, a casa também vende queijos importados, carnes, azeites, frios e patês.

O proprietário, que tem um programa semanal de TV sobre gastronomia, prevê abrir agora em junho um restaurante português num espaço anexo ao Armazém. Para isso, chamou o chef português Carlos Gomes para comandar a cozinha. No mesmo complexo, funcionará ainda uma temakeria. O Armazém Santo Antônio foi eleito pelo júri de VEJA Belém o lugar que serve o melhor pão da cidade.

Para quem não sabe onde fica segue o endereço:

Travessa Quintino Bocaiúva, 1696-A, entre a Rua Braz de Aguiar e a Avenida Nazaré, Nazaré, (91) 3224-5281. 6h/21h (dom. a partir das 7h).

Algum visitante do Blog freqüenta a Santo Antônio também?

Fonte: (1)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Arraial do Círio

As origens do arraial de Nazaré são tão antigas quanto as do Círio. Na verdade, o arraial começou com uma feira agrícola, idealizada pelo governador dom Francisco de Sousa Coutinho, idealizado dois anos antes do primeiro Círio, com produtos vindos de diferentes regiões da Província do Pará. Com o tempo, a feira foi se transformando em arraial e surgiram espaços para venda de comidas típicas e para jogos.

Na segunda metade do século XIX, a iluminação do local passou a ser feita por gás de hidrogênio carbonado. Antes mesmo que a cidade conhecesse a luz elétrica, o arraial de Nazaré já exibia, em 1892, nas quatro esquinas, pontos do novo sistema de um tipo de iluminação, que só viria a ser inaugurado dois anos mais tarde. Nos anos 40, o empresário Félix Rocque movimentou a festa, trazendo a Belém grande nomes da música e do teatro brasileiros. Para tanto, construiu o grande teatro Coliseu, com dois mil lugares e mais outros cinco teatros menores. Tudo, hoje, é apenas memória.

O Largo de Nazaré foi, aos poucos, perdendo sua identidade. Primeiro, derrubaram o pavilhão Flora e os coretos. Bares tradicionais fecharam e os arcos da festa, que eram quatro, ficaram reduzidos à metade. Os brinquedos mais antigos, como o cavalinho movido à lenha, foram substituídos por outros mais modernos, quem vêm e vão, a cada ano, num parque de diversões itinerante. Em 1982 foi inaugurada a Praça Santuário e o arraial foi transferido para o terreno ao lado do Centro Social de Nazaré, onde foram construídas lanchonetes e pequenos restaurantes padronizados.

Colaboração do professor e jornalista João Carlos Pereira

Fonte: Blog Espaço Aberto

domingo, 12 de outubro de 2008

Maniçoba

Hoje aqui em Belém do Pará chega ao ápice o Círio de Nazaré, que é a procissão de domingo do Círio, que sai da Igreja da Sé, percorre as ruas de Belém até chegar a Basílica de Nazaré.
É tradição da família paraense o almoço de domingo do Círio (e é ai que está o meu interesse!), é tradição servir comidas típicas, como o pato no tucupí e a maniçoba (hummmm, que delícia). Como somos do sul, não temos a "manha" de preparar a maniçoba, a minha candidata a Cú (Carol - que também não tem a "manha") trouxe para nós a tão desejada maniçoba que sua cara mãe preparou (Obrigado Dona Dora!!!). Deixe-me falar mais a respeito desses pratos!

  • Pato no tucupi Constituído de pato, tucupi e jambu. O tucupi é um caldo amarelo extraído da mandioca e por isso precisa ser cozido durante uma semana. O pato, depois de assado, é cortado em pedaços e fervido no tucupi, onde fica de molho por algum tempo. O jambu é fervido em água com sal, escorrido e posto sobre o pato. É servido com arroz branco e farinha de mandioca.

  • Maniçoba Do tupi Maní, deusa da mandioca. Usa-se uma tipicamente uma panela de barro ou de porcelana. Prato de aspecto duvidoso, demora pelo menos uma semana para ser feito, pois a folha da maniva ( a planta da mandioca), depois de moída, deve ser cozida durante, pelo menos, quatro dias com a intenção de eliminar o ácido cianídrico que contém. Depois disso é acrescentado o charque, toucinho, bucho, mocotó, orelha, pé e costelas salgadas de porco, chouriço, lingüiça e paio, praticamente os mesmos ingredientes de uma feijoada completa. É servido com arroz branco, farinha d'água e pimenta de cheiro a gosto.
Quem quer ter a manha??? Segue receita!

Maniçoba

Ingredientes:
  1. 3 kg de maniva moída (folha da mandioca-brava)
  2. 1/2 kg de toucinho
  3. 1/2 kg de carne-seca
  4. 1/2 kg de lingüiça portuguesa
  5. 1/2 kg de paio
  6. 1/2 kg de lombo de porco
  7. 1/2 kg de orelha de porco
  8. 1/2 kg de rabo de porco
  9. Alho e pimenta-de-cheiro a gosto

Modo de preparar:
O preparo deste prato deve ser iniciado quatro dias antes de servir.
No primeiro dia, coloque a maniva moída numa panela grande com bastante água pela manhã e deixe ferver até anoitecer, em fogo brando, sem deixar a água secar.
No segundo dia, acrescente o toucinho e deixe ferver novamente pelo dia inteiro.
No terceiro dia, escalde todas as carnes e coloque-as na panela da maniva. Ferva de novo pelo dia inteiro, mexendo às vezes.
No quarto dia, acrescente o alho espremido e a pimenta. Deixe ferver por mais 6 horas, mexendo às vezes.

Dica: Sirva com arroz branco e farinha de mandioca.

Da comida típica paraense, eu adoro: maniçoba, tacacá, pato no tucupi e ainda pupunha cozida!!!

domingo, 28 de setembro de 2008

Galeria de fotos

Navegando pela net, deparei-me com uma galeria de fotos no Flickr muito paid'égua de um Belemense, vale apena uma visita, pois há várias fotos que com um céu maravilhoso ao fundo (que eu adoro). Vejam o album aqui (Belém - Cidade das Mangueiras).

domingo, 14 de setembro de 2008

Belém - Cidade das Mangueiras


Belém - Cidade das Mangueiras de Di Paolo, Darcy; Flexa, Ítalo. 

Qual é a história da cidade de Belém? Por que é conhecida como "Cidade das Mangueiras"? Quando acontece a maior festa religiosa, o "Círio"? Onde é uma das maiores feiras livres, o Ver-o-Peso? Todos a consideram uma terra cheia de magia e de encanto.


sábado, 13 de setembro de 2008

Nordeste???

Amigos me desculpem, mas acabei de descobrir que moro no nordeste e não no norte, tenho provas para isso:
Clique nas imagens para obter zoom!




Corrigindo, para quem ainda tem dúvidas, Belém é a capital do estado do Pará e está localizada na região norte, caso precisem, pesquisem em atlas ou em livros de geografia, é o mínimo a ser feito.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

DICIONÁRIO DO PARAENSE

Vamos entender o que o paraense fala, veja o seguinte dicionário

* ÉGUA: Vírgula do paraense, usada entre mil de mil frases ditas, e com essa expressão, ele não tem a menor chance de errar nas concordâncias…
* LEVOU O FARELO: Se deu mal!
* PITIÚ: Cheiro de característico de peixe, você consegue sentir com maior intensidade no VER-O-PESO, cheiro de ovo também é pitiú.
* SÓ TE DIGO VAI!: Expressão usada pelas Mães pra chamar a atenção dos filhos maluvidos, quando não as obedecem!
* TE ACOCA: Te abaixa.
* MUITO PALHA!: Muito ruim!
* TUÍRA: Pó da pele de quem não toma banho direito! rsrs (essa é boa!).
* MAIS COMO ENTÃO?: Me explique, por favor!
* BORA LOGO!: Se apresse!
* BORIMBORA!: Vamos embora
* MAS QUANDO!: Você está mentindo!.
* EU CHOOORO!!!: Significa “não tô nem aí pra ti, te vira! Dá teu jeito!”.
* OLHA QUE O PAU TE ACHA!: Toma cuidado.
* FILHO DUMA EGUA: Filho da mãe;
* ÉGUA: Poxa vida!
* PAI D’EGUA: Excelente
* MAS CREDO: Sai fora
* OLHA JÁ: É mentira!
* JÁ ME VÚ: tchau
* ÊÊÊ…: Quando algo que se conta é mentira
* ERAS: O Eras acompanha também todos esses sinônimos
* TU ALOPRAS: Você “apela”
* HUMM… TÁAA CHEIROOSO!: hahah eu adoro essa expressão… “Hum… ta bom, gatinho, ta bom lindo, ta bom bonito.” é uma forma de ironia, tipo “conta outra!”.
* PUTISTANGA: Sinônimo de “ÉGUA” que quer dizer: poxa vida!
* UUUULHA: Expressão usada por nossas crianças q do querem se referir a algo.
* ASSANHADO: Para nossos amigos sulistas, esse adjetivo não quer dizer “ENXERIDO”, e sim, seu cabelo está bagunçado!
* DESPOMBALECIDO: Estado de moleza e cansaço. 2. enfermidade;
* MERDA N´ÁGUA!: É o famoso “Maria vai com as outras”.
* CARAPANÃ: Pernilongo, mosquito, borrachudo.
* PÔ-PÔ-PÔ: Embarcação típica composta por um a canoa coberta, movida a motor de dois tempos na pôpa.
* CALANGO ou OSGA: Lagartixa (de chão).
* BAITA: Algo legal, bacana.
* ARREDA AÍ: Afasta aiii
* JÁ ESTÁS NO TEU MOMENTO: Quando alguém faz algo q chame atenção, ou dá em cima de outra pessoa… Ai usam isso!
* DERRUBAR: cagoetar, entregar
* JÁ VALE?: Quando alguém faz algo q a outra pessoa não gosta, por ex: já valeeee me derrubar?
* MAS QUANDO!: Não se refere à data e sim a pessoa dizendo “não” por ex: você vai ao show hoje? Mas quando, estou sem dinheiro.
* ESMIGALHAR: Amassar, desmanchar
* ESBANDALHAR: quebrar
* RALHAR: brigar
* DIZ QUE…: Uma interjeição de ironia
* COQUE: Um leve soco com a falange dos dedos na cabeça da criança peralta
* PAPUDINHO: cachaceiro
* DISPRÉ: Algo ruim, vergonhoso.
* CARAMBELA: cambalhota
* JÁ QUERES…: Quando a pessoa esta interessada em outra. Por ex: olha esse carinha é gatinho (a garota fala) / resp: Já queres né!(a outra responde)
* BOLO PODRE: Bolo de tapioca
* LAVAR PRATO: Quando não se tem $ para pagar a conta se diz q vai lavar os pratos do local
* PAPA-CHIBÉ: Paraense autêntico, aquele que não troca seu pirão de água com farinha com umas boas cabeças de camarão.
* CAMETAZINHO: Típico cidadão que fala vumbora sumanu, pega água nu pusu, já comeste un uvu?
* MANINHU: Amigo, Colega
* HEBE: Égua - Caramba (Hebe era usando por pessoas que antigamente consideravam o Égua como um palavrão)
* LÁ NO CANTO: Lá na Esquina
* XIRÍ: Órgão genital feminino
* CABÔCU: Pessoa matuta
* RABIOLA: Um tipo de Pipa
* CABAÇO: Pessoa que nunca teve relações sexuais
* AXIIII CREDO!: Expressão de desdém quando você não gosta de alguma coisa.
* SURARA: Quando o caboco termina o açaí, Poe água na tigela e toma aquele liquido tinto, tá tomando a surara. não desperdiça nada!
* GITA ou GITITA: O mesmo que pequenina
* TEBA: Quer dizer grande. Por ex: tem uma teba de uma orelha.
* CHOPE: Em todo canto vemos placas assim: VENDE-SE CHOPE, quem não sabe fica intrigado achando q vende cerveja em todas as casas quando na verdade é sacolé. Como os “pregos” falam pras bandas do sul…
* ESPOCAR: Estourar, encher de mais, explodir, etc.
* PÃO CARECA: Pão francês, cacetinho, etc.
* TITIA: Normalmente usado pelo paraense ao invés de “tia”. Ex.Vou pra casa da titia.
* DAR A FORRA: Retribuir um favor prestado por alguém.
* PIRA: Brincadeiras infantis (tipo pique lá pras bandas do sul) / ou ferimento causado por má higiene.
* PIRENTO: Alguém acometido de “pira”.
* TORÓ: Chuva forte.
* PAPAI: Vocativo irônico. Ex. Égua, assim não tá dando, papai.
* CABOQUICE: Adjetivo que diminui algo/fato.
* VOU LÁ EM BAIXO: Vou ao comércio (usado muito por pessoas mais velhas)
* TÁ RALADO: Palavra usada para expressar q algo está difícil d ser realizado (tá foda!).
* PIPÍRA: Mulherzinha, cabuquinha…
* POTOCA: Papo furado, mentira.
* TU TÁ BEM NA FOTO, mas não é lá essas cocas-colas: Estás bem, mas não é lá essas coisas…
* MAS TA VINDO UM PÉ D’ÁGUA: Tempestade, chuva muito forte
* QUATIPURÚ: Esquilo,
* TAPURÚ: Espécie de larva de mosca,
* VAREJEIRA: Mulher safada.
* CABA: Espécie de inseto (maribondo, vespa)
* PORRETA: O mesmo pai d’égua,
* TU VAI DANÇAR UM CARIMBÓ JÁJÁ: eu vou te dar uma surra.
* VOU ME QUEBRAR COM AQUELA GATA: vou ficar com aquela mulher,
* ESCANGALHEI COM A MINA: fez barba, cabelo e bigode com a gata.
* FIQUEI DE BUTUCA: ficar na espreita
* MUTUCA: inseto q dá uma época do ano no interior.
* ME ERRA (ou me mira mas me erra): pra cima de mim não.
* PIOR: é verdade,
* TOMA-LHE-TE: toma-te com mais ênfase.
* ESPOCA FORA: te manda : Rasga, vai embora.
* DE ROCHA: de verdade, pra valer
* NA VERA: valendo.
* MUITO PALHA: devagar, escroto, fraco
* BUIADO: endinheirado
* ASILADO: estar no caritó : Homem ou Mulher que já estão há muito tempo sem manter relações sexuais
* BUSTELA: meleca
* BENJAMIM: T (aquele troço que põe na tomada pra ligar vários aparelhos elétricos)
* VISAGEM: fantasma, assombração
* PAVULAGEM: metidez, frescura
* JERIMUM: abóbora
* IGARAPÉ: córrego
* CASA DE FUNDO: BARRACO
* PAPAGAIO: PIPA
* BOMBOM: BALINHA
* TAPIOCA: BEIJÚ
* JOGO DE CEMITÉRIO: QUEIMADA
* TRAVESSA: TIARA (ARCO DE PRENDER CABELO)
* MINGAU DE MILHO BRANCO: CANJICA (CENTRO-OESTE, SUDESTE), CHÁ-DE-BURRO (MA).
* CANJICA: CURAL (CENTRO-OESTE)
* PERAÍ: espera um pouco ex: ei maninha perai, já tô indo !
* RASGA: > saí fora ! EX: Ei muleque! rassssga !
* PIQUENO (A): > rapaz ou moça ex: Ei piqueno pega aí essa tigela de açai!
* PIQUENOZINHO (A): termo pejorativo pessoa inchirida, esse termo foi simplificado pra zinho ou zinha. Ex: É-GU-Á, Esse piquenozinho é muito chato!
* EU HEIM: tô fora ! EX: Ei aquele piqueno tá a fim de ti? resposta : Hummm, eu hein !!!!
* ILHARGA: lado, cadeiras (do corpo)
* CHIBÉ: mingau de farinha cuí : farinha fina, também significa aquelas sujeirinhas de moleque
* MAS QUANDO JÁ !: Nunca
* FREESCANDO: fazendo graça
* VISGO: vício, costume
* MUFINO: adoentado, triste, abatido, cansado
* BAQUE: pancada, machucado
* MANINHO: colega
* BORÓ: dinheiro trocado
* GRAFITE: carga de lapiseira
* TOPADA: tropeço, pancada no pé
* OVADA: grávida !!!
* PAGANDO: boquiaberto
* PAMPEIRO: muita chuva
* ESTURDE: estranho
* BÓIA: comida
* TU VAI TE LAÇÁ: tu vais te dar mal
* BEM BÃO!: interjeição que indica surpresa. Demais bom: muito legal, gostoso etc.
* BARÃO: refere-se a qualquer pessoa que tenha muito dinheiro, serve também como interjeição (tipo “égua barão”)
* CUTACA: sapo , rã
* VUADEIRA: lancha
* ATÉ OS BALDES: também usado para mulheres grávidas
* TIROU O BALDE: passou perto
* ELE (A) É UM BAQUE: é feio (a).
* COMIGO ELE (A) PIMBA: comigo ele (a) se dá mal.
* BRÔTA: gorda
* APRESENTADO: atrevido
* PISSICA: má sorte (pode ser usado também pra torcer contra : fazer pissica)
* MURRINHA: preguiça
* DEU PREGO: quebrou, enguiçou.
* LÁ NA CAIXA PREGO: lá longe, longe, longe pra caralho…
* PORRUDO: enorme,,
* CAPA O GATO: vai embora. corre
* INHACA: fedor
* FARINHA BAGUDA: farinha grossa;
* SEM TERMO: dito a quem não tem bons modos,ou seja, um bom comportamento;
* FUGUETA: assanhada.
* TUCANDEIRA: Um tipo de formiga grande que dá muito em interior perto de árvore de jaca, e que sua ferroada dói muuuuiiito. Também pode ser sinônimo de calça pescador - calça tucandeira.
* NA ROÇA: Sem dinheiro.
* DANDO PASSAMENTO: passando mal por causa da fome.
* TÔ BROCADO: Estou com muita fome
* QUIÉ MERMÃO: o que tu tá olhando?
* MALINAR: fazer maldade com alguém (também usado para beliscar, fazer cócegas)
* MAS Ú CARAMBA: noooossa!
* Mano! tu és o FONA!: Amigo você é o último
* Esse cara é meu AVÍU!: Esse cara é meu amigo!
* Pira paz não quero mais!: Parei!
* éeeeeegua! té leso?: deixa de ser doido!
* açaí de 10 reais: Pessoa grosseira
* PLOC: garota de programa
* TÁÁÁÁ BUNITINHO: duvido!
* CUIRA: gastura- impaciência
* MATA NO MEIO: queimada (brincadeira)
* CRUVIANA: aquele assobio do vento
* NAVIO GAIOLA: embarcação típica dos rios amazônicos .
* MAS É?: quando tá tirando uma com a pessoa
* espia: olha (ironizando)
* nem te conto: vem cá quero te contar uma coisa
* PITIÚ OU PIXÉ: cheiro típico de peixe
* PIRACUÍ: farinha de peixe
* XIBATA: espécie de chicote,
* XIBANTE: pessoa chata
* PANEMA: pessoa de má sorte
* CATIROBA: são meninas que ficam com qualquer um, está próximo da prostituta, mas ainda não é…
* VIXE MARIA: para espanto negativo, tipo: vixe Maria, a conta da luz veio alta demais!!!
* DU GRUSSU: polpa de açaí em estado pastoso com pouca concentração de água.
* E ÁIMMMMMM?: e ai, como você está? (fanhoso)
* TRAPICHE: construção, na maioria das vezes, de madeira que adentra os limites do rio ou do mar, utilizada para embarque e desembarque de passageiros ou mercadorias bem como o pescado. conhecida popularmente em outros estados como: Porto; dique; ponte…
* CASCO: canoa pequena usado pelos ribeiros.
* BATELÃO: é uma canoa maior usado pelos marajoaras p irem de uma fazenda a outra em época da chuva, quando o itinerário é muito longo essas canoas são puxadas p búfalos.
* JERIQUINHO: jumento
* BOIEI: quando a pessoa não entendi do q está sendo falado.
* LÁ ONDE O VENTO FAZ A CURVA: muito longe
* SÓ O CREME MANO: coisa muito boa, melhor parte, uma seleção do que existe de melhor! pode ser utilizado em qualquer frase.
* MUITO FIRME!!: a muito bom (a).
* APURRINHAR: aborrecer
* APLICA NA JUGULAR OU APLICA NA MENTE: quando alguém te conta uma história q provavelmente é mentirosa aí você fala p.ex. Tá bom aplica na minha mente!
* FACADA: alguma de coisa de custo elevado.P.ex: Olha esse vestido tá lindo, mas custa uma facada.
* LESO, LESERA e similares: quando alguém faz alguma coisa idiota. p.ex: Deixa de lesera ! OU Tu és (é) leso é ?
* PATETICE: igual ao anterior
* NÓ CEGO: Pessoa com má conduta, traquinas.. ex: fulano não vale nada.. é muito nó cego!
* SACRABALA: nomenclatura utilizada em Belém para o ônibus Sacramenta Nazaré…
* PISA: surra, caracterizada pela mãe do indivíduo. ex: Menino desce daí.. tu vais pegar uma “PISA”.
* CURUBA: ferida
* PEREBA: ferida no pé
* PARAGOBALAS: cidade do interior paraense (Paragominas)
* AGORA LASCOU-SE: agora se deu mal
* PÉ INCHADO: pessoa q bebe muito
* VÔ CHEGANO SU MANU: vou indo amigo
* MININU MIXILHÃO: menino q mexe muito
* PASSADEIRA: tiara, travessa
* MIJADA: quando alguém leva uma bronca
* PESCOÇÃO: O MESMO QUE UM TAPA NA NUCA, CANTAREIRA : É A REGIÃO DO PESCOÇO MUQUIAR : BATER
* MARQUERÊNCIA: falta de boa vontade com a pessoa. Ex: Porque você está cheio de marquerência comigo?
* REMENDO: conserto ou costura numa roupa Ex: Fulana saiu com uma roupa toda remendada.
* ARREMEDAR: o mesmo que imitar. Ex: Cuidado, não fique arremedando aquele menino gago!
* EMPARFELADO: Bem vestido, arrumado. Ex: Aonde vais todo emparfelado desse jeito?
* EMPERIQUITADO: o mesmo que emparfelado. Ex: A madame desceu a escada toda empiriquitada para sair.
* POMBA LESA: quem é meio desligado, bocó.
* TÁ SAFO: tá beleza.
* SAFO: quem é bom em algo.
* TO NA GRADE: tá esperando a vez de jogar.
* ME EMBRULHA: me cobre.
* PEGAR O BECO: sair do lugar
* FICOU NO VÁCUO: ninguém ligou,
* BAFO DE ONÇA: mau hálito
* TU É SÓ BAFO: mentiroso
* MACACA: AMARELINHA
* ASSASSINO: FURA-FURA
* GALO: JOGO DA VELHA
* PETECA: BOLINHA DE GUDE
* TE “ABICORA”: Talvez as meninas não conheçam, mas significa escolher um local para o início de seu jogo com petecas (bola-de-gude)!

domingo, 16 de abril de 2006

Belém, Pará, Brasil - Mosaico de Ravena



Composição: Mosaico de Ravena

Vão destruir o ver o peso e construir um shopoping center
Vao derrubar o Palacete Pinho pra fazer um condomínio
Coitada da Cidade Velha que foi vendida pra Hollywood
Pra ser usada como um albergue num novo filme do Spielberg

Quem quiser venha ver
Mas so um de cada vez
Não queremos nossos jacarés
Tropeçando em vocês

A culpa é da mentalidade
Criada sobre a região
Por que que tanta gente teme ?
Norte não é com "M"
Nossos índios não comem ninguém
Agora é so hamburger
Por que ninguém nos leva a sério ?
Só o nosso minério ?

Quem quiser venha ver
Mas so um de cada vez
Não queremos nossos jacarés
Tropeçando em vocês

Aqui agente toma guaraná quando não tem coca-cola
Chega das coisas da terra que o que é bom vem lá de fora
Transformados até a alma sem cultura e opinião
O Nortista só queria fazer parte da nação
Ah, chega de malfeituras
Ah, chega de triste rima
Devolvam a nossa cultura
Queremos o Norte lá em cima
Porque, onde já se viu ?
Isso é Belém
Isso é Pará
Isso é Brasil


Mosaico de Ravena

A banda Mosaico de Ravena foi consagrada na década de 80 como a melhor banda de rock de Belém. Dentre tantos sucessos, impossível não lembrar de ‘Belém Pará Brasil’, uma das músicas mais regravadas por artistas paraenses e que não sai da cabeça do público, “Quem quiser venha ver, mas só um de cada vez. Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês...”, acima transcrita.