O Mistério do Trem Azul – Agatha Christie Este foi o nono livro lido dentro do projeto de leituras Agatha Christie, leitura finalizada em 01/07/11, totalizando 2.026 páginas já lidas.
Publicado em 1928 com o título original de “The Mistery of the Blue Train” tendo a frente das investigações o nosso conhecido Detetive Hercule Poirot. A história se passa quase na totalidade na “Côte d’Azur”, no litoral sul da França no Mediterrâneo e em Montecarlo. Ruth Kettering é presenteada pelo seu pai com um explêndido colar de rubi, durante a viagem de trem para o sul da França, ela é extrangulada e o colar roubado e coincidentemente adivilhem quem estava a bordo do trem?! Sim, Monsieur Poirot que do pai de Ruth, um milionário norte-americano, recebe a incubência de descobrir o assassino.
Os Quatro Grandes – Agatha Christie Este foi o oitavo livro lido do projeto Agatha Christie, finalizei esta leitura em 15/06/2011 com 1.723 páginas lidas. Por conta de um enorme projeto que minha família e eu embarcamos, acabei não fazendo a publicação aqui no blog, como agora o ano de 2012 está chegando ao fim, quero colocar todas minhas pendências em dia, já que o “outro projeto” já está quase finalizado e tenho um tempinho extra para atualizar o blog do Atuante.
Publicado em 1927 com o título de “The Big Four”, protagonizado pelo Detetive Hercule Poirot, Capitão Hastings e pelo Inspetor Japp. O ritmo do livro é ditado por mais aventuras do que investigação, a estória do livro gira em torno de “pegar” quatro pessoas que tem por objetivo a dominação do mundo, neste livro, Poirot e Hastings sofrem ameaças que põem em risco a integrigade física dos dois. Um livro de muita ação que merece ser lido.
Projeto Agatha Christie O SEGREDO DE CHIMNEYS – Agatha Christie
Esta é mais uma resenha (atrasada) que faz parte do Projeto Agatha Christie, a sexta leitura da série. Completando 1296 páginas lidas, representando 7,32% concluído!
Este romance policial foi publicado em 1925 e é protagonizado pelo Superintendente Batle. Aproveitando o retorno de Anthony Cade da África do Sul para a Inglaterra, seu amigo solicita que ele leve consigo um manuscrito (auto-biografia) de uma antigo ministro de um país dos Balcãs para ser entregue a um editor em Londres. A publicação deste manuscrito é temida por muitos e aí começa a trama cheia de coincidências digamos, forçadas (isso é algo que não gosto). Ao desembarcar na Inglaterra, Anthony Cade é persuadido a entregar o manuscrito para outras pessoas em troca de dinheiro e também é convidado para uma festa na majestosa Chimneys, na ocasião, não aceita o convite e fica hospedado nas proximidades. Acaba acontecendo que alguém é assassinado em Chimneys e Anthony vê-se envolvido no caso e conta com a ajuda do superintendente Battle para desvendar o mistério.
O livro inicia com uma narrativa, como posso dizer? Sem graça e enfadonho, mais aos poucos vai prendendo a atenção, até arrisquei “supor” um culpado, mas sem sucesso e com cara de “como não enxerguei isso?”
O Último Reino – Bernard Cornwell – O livro é o primeiro da série Crônicas Saxônicas escrita pelo britânico que já tem mais de 40 livros publicados, esse primeiro conta a história da invasão dinamarquesa à Ilha Britânica sob a ótica de Uhtred, com a morte de seu irmão e de seu pai pelos vikings acaba se tornando “escravo”, “refém” dos nórdicos, o que logo passa para uma relação de pai e filho. Uthred é criado pelos dinamarqueses e acaba absorvendo sua língua, seus constumes, suas crenças, o que acaba se identificando mais como um dinamarquês do que inglês, essa dualidade acaba colocando ele numa espécie de crise de identidade, hora se identificando como dinamarquês, hora como inglês. Essa lealdade dividida é posta a prova quando Uhtred envolve-se com o rei de Wessex – Alfredo.
A narrativa é magistral, muito bem arquitetada, já que o autor é um grande estudioso da história inglesa e neste primeiro livro, conta a história da queda dos três grandes reinos saxões (Nortúmbria, Ânglia Oriental e Mércia) já que Wessex teve as tentativas de invasão frustradas e mostra muito bem a influência da igreja católica das decisões, nos destinos e como desde sempre cega as pessoas da realidade nua e cruel, mascarando, forjando, matando em nome de deus. Indiretamente os deuses acabam participando e influenciando os acontecimentos, tendo como protagonistas o deus da igreja católica e do outro lado, os deuses pagãos dos dinamarqueses.
Para quem gosta da Idade Média, de histórias medievais, o livro irá agradar pois é cheio de detalhes do dia-a-dia medieval, e claro, nas batalhas, repleto de selgaveria e sangue, mas nada que uma leitora “chick lit” não possa suportar (nada contra esse gênero e nem contra aos entusiatas). Uma história de guerra, heroísmo que te prende do início ao fim.
A série Crônicas Saxônicas é compostas dos títulos abaixo e segundo informação no site oficial do Autor, agora em 2011 será lançado mais um título da série que ainda não tem nome definido, somente que o lançamento será em outubro de 2011 nos Estados Unidos e Reino Unido, o jeito é aguardar!
Quinta leitura do Projeto Agatha Christie proposto pela Tábata do Blog Happy Batatinha, totalizando 1.073 páginas já lidas – 6,10% do projeto concluído, com finalização da leitura deste livro em 15/06/10.
Esse livro é um misto de romance policial com aventura.
Após a morte de seu pai, um renomado antropólogo, Anne Beddingfield, sozinha no mundo, resolve sair em busca de aventuras. Em Londres presencia um acidente no metro, para a polícia, mais um acidente, mas para a jovem Anne, um assassinato!
Com poucas pistas a respeito do ocorrido no metro e dinheiro, menos ainda, Anne investe tudo o que tem numa aventura e logo se encontra a bordo de um navio rumando para a África, seu objetivo? Atrás de pistas para descobrir o ocorrido na Estação de Hyde Park e outras situações como o fato de Mill House e vender a matéria para o jornal Daily Budget.
Ambiciosa, corajosa e determinada, segue firme em sua investigação, conhecendo pessoas durante a viagem e na África, onde personagens figuram em dados momentos em sua lista de suspeitos, mas no bom estilo de Agatha Christie, logo migram para a lista dos imaculados, o que torna um tanto difícil apontar para o verdadeiro chefe da quadrilha, ou o “Coronel” que comanda uma quadrilha que tem ramificações em diversas partes do mundo.
O livro é permeado com as narrativas de Anne e o que escreve Sir Eustace Pedler em seu diário. A trama acontece em torno de um antigo roubo de diamantes e o assassinato em Mill House, e “matando” essa charada, todo enigma, presa e caçador vem à tona!
O enigma, as pistas, o desenrolar, a fluidez da história, torna muitas partes demasiadamente embaralhadas, confusas, com muitas reviravoltas, o que acaba confundindo “nossa investigação”, gostei do final, a Bela Moça da cidade grande parte em busca de aventura e acaba encontrando-o, além de seu grande amor e maternidade. Não é um dos melhores da Rainha do Crime, mas merece respeito pela trama engenhosa.
JOSÉ SARAMAGO (16/11/1922 – 18/06/2010) - É com grande pesar que recebi a notícia de que o Nobel de literatura, José Saramago, escritor português autor de várias obras, sendo a mais recente – Caim, morreu nesta sexta-feira – 18/06 aos 87 anos em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, segundo fontes de sua família, o escritor morreu em sua residência depois de ter passado uma noite tranquila.
O autor, cuja frágil saúde provocou temores sobre sua vida há alguns anos, publicou no final de 2009 seu último romance "Caim", um olhar irônico sobre o Velho Testamento, muito criticado pela Igreja, livro este que li ainda em 2010. Leia minha resenha aqui!
Algumas obras de José Saramago.
"Terra do pecado" "Manual de pintura e caligrafia" "Levantado do chão "Memorial do convento" "O ano da morte de Ricardo Reis" "A jangada de pedra" "História do cerco de Lisboa" "O Evangelho segundo Jesus Cristo" "Ensaio sobre a cegueira" "Todos os nomes" "A caverna" "O homem duplicado" "Ensaio sobre a lucidez" "As intermitências da morte" "A viagem do elefante" "Caim"
Os homens que não amavam as mulheres – Stieg Larsson
Esta é uma obra de ficção policial do jornalista sueco Stieg Larsson (foi vítima de um ataque cardíaco pouco depois de ter entregado a trilogia Millennium), não viveu o suficiente para gozar a fama e o sucesso de sua obra.
É um exemplo de livro eletrizante que prende você do início ao fim da trama. Protagonizado pelo jornalista da revista Millennium – Mikael Blomkvist que está condenado por difamação de um grande empresário sueco, por conta disso, deixa a redação da revista, e nesta situação é atraído por outro grande empresário do grupo Vanger - Henrik Vanger para escrever sua biografia, na verdade, é somente um estratagema para investigar o paradeiro de sua sobrinha Hariet Vangler, uma jovem herdeira de um grande império empresarial;
Henrik está convencido que Hariet fora assassinada por alguém de sua família, e como um tormento, em seus aniversários, recebe uma flor emoldurada e isto aumenta mais ainda o seu sofrimento por não ter resposta e tenta sem sucesso elucidar e desvendar esse mistério desde o ocorrido.
A investigação flui num ritmo alucinante com novidades a cada dia e torna ainda mais intensa com o surgimento de uma hacher, ladina e anti-social – Lisbeth Salander, dona de uma memória fotográfica e expert em fuçar a vida dos outros, Lisbeth ajuda Mikael na investigação e os coloca nos trilhos certos para desvendar o grande mistério da vida de Harriet e como bônus, entrega a Mikael um dossiê que pode sustentar e publicar as denúncias contra Wennerström que anteriormente levou a sua condenação, podendo assim limpar seu nome e reerguer a revista Millennium.
Ao final, o desfecho é surpreendente, digno de um Agatha Christie, como propriamente declarei para minha esposa durante a leitura: ”é um Agatha Christie de quinhentas páginas”. Gostei também foi de minha busca à explicação da origem do título: Os homens que não amavam as mulheres, pois sempre é muito gostoso buscar a origem do nome da obra, não é mesmo?!
Um dos pontos que não se tornou claro para mim neste livro foi a origem problemática e anti-social da hacker, já que ela teve uma grande participação na história, deveria ter elucidado melhor seu passado e a origem deste seu comportamento, acredito que no próximo livro da trilogia, esse mistério venha à tona.
O livro tráz estatísticas surpreendentes sobre a violência contra a mulher sueca, e por tratar-se de um país escandinavo, consabido mantenedor de uma das maiores democracias do mundo, célebres cultivadores da igualdade entre os gêneros, é excepcionalmente um paradoxo essa estatística.
Recomendo a leitura, classifiquei esse livro com uma nota 9,0 – excelente.
Quarta leitura do projeto Agatha Christie, totalizando 865 páginas lida e 4,88% concluído, mas você pode se perguntar: Só 4,88%? Só isso? Sim! Só isso, mas você já parou para ver a quantidade de obras que a rainha do crime deixou? Essa resenha demorou um pouco para sair pois estou muito atarefado, tanto no trabalho como na universidade, demorou mais saiu!
Nesse livro Agatha Christie publica uma série de contos, 14 contos no total, tendo como investigador o conhecido Poirot na companhia de seu fiel amigo, o Capitão Hastings. Em alguns contos o Inspetor chefe da Scotland Yard – Japp, também participa. Os contos trazem estórias de roubos, raptos, assassinatos, etc..
Para quem gosta dos livros da Agatha Christie para ficar especulando quem é o verdadeiro assassino, culpado, etc., pode assim como eu, não gostar muito desse livro, pois você não tem tempo, nem subsídios para arriscar um possível “culpado”, quando menos espera, o resultado da investigação aparece e o conto acaba.
O melhor conto apresentado neste livro – Poirot Investiga é o do caso do seqüestro do Primeiro-Ministro seguido do O Desaparecimento do Sr. Davenhein.
Como Vejo o Mundo – Albert Einstein: Neste livro, Einstein procura ressaltar seu ponto de vista sobre vários assuntos incluindo os problemas principais do homem, no campo social, político, religioso e econômico.
O livro tem seus bons momentos, mas em outras partes, se é que posso assim dizer, não são tão boas, pois descamba para uma literatura muito técnica; O livro é composto de coletâneas, tornando público diversas correspondências trocadas com personalidades da época, ponto de vista, opiniões e argumentações, etc., e talvez por isso, tenha a inconstância que já descrevi, mas o livro tem ótimas passagens na qual me permito transcrever a seguir (foi essa passagem que despertou minha curiosidade da leitura dessa obra):
“A pior das instituições gregárias se intitula exército. Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar aos sons de música, eu desprezo este homem... Não merece um cérebro humano, já que a medula espinhal o satisfaz. Deveríamos fazer desaparecer o mais depressa possível este câncer da civilização. Detesto com todas as forças o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo débil. A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferiria deixar-me assassinar a participar desta ignomínia.”
Em se tratando sobre o sentido da vida, Einstein descreve:
“Aquele que considera sua vida e a dos outros sem qualquer sentido é fundamentalmente infeliz, pois não tem motivo algum para viver.”
Quanto à recomendação deste livro, posso afirmar que a leitura flui muito bem do início até a metade, ficando enfadonha da metade em diante, terminando melhor, sendo assim, classifiquei com nota 6,0 - Bom, mas recomendo com ressalvas.