segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bibliotecas no Mundo

Bibliothèque de Sainte-Geneviève – Biblioteca de Sainte-Geneviève – Paris (França) – Visite aqui!
A Biblioteca de Sainte-Geneviève está localizada em Paris, é herdeira da biblioteca da abadia de Sainte-Geneviève de Paris que ela sobreviveu a Revolução Francesa até 1842, ocupando o andar superior do prédio que abrigava a abadia em seguida, a l'École centrale du Panthéon, hoje Lycée Henri IV. Ocupa seu atual edifício desde 1851 que foi projetada por Henri Labrouste, e a construção se estendeu de 1838 a 1850, seu interior é sustentado por colunas e abóbodas de ferro fundido e foi a primeira vez que o arquiteto usou uma armação de ferro num edifício público, ele também foi responsável pela contrução da Biblioteca Nacional da França.
A biblioteca conserva aproximadamente em seus acervos 2 milhões de documentos abrangendo todas as áreas do conhecimento: filosofia, psicologia, religião, ciências sociais, ciências puras e aplicadas, lingüística, arte, literatura, geografia, história. O documentário é dividido em três coleções: le Fonds général, la Réserve et la Bibliothèque nordique.

Bibliothèque_Sainte-Geneviève_-_Intérieur_001

Bibliothèque_St_Geneviève_Paris

Veja um vídeo de apresentação desta biblioteca:


Faça um tour virtual pelos arredores da Biblioteca, utilizando o Google Maps - street view.

domingo, 22 de maio de 2011

O Último Reino – Crônicas Saxônicas

imagem O Último Reino – Bernard Cornwell – O livro é o primeiro da série Crônicas Saxônicas escrita pelo britânico que já tem mais de 40 livros publicados, esse primeiro conta a história da invasão dinamarquesa à Ilha Britânica sob a ótica de Uhtred, com a morte de seu irmão e de seu pai pelos vikings acaba se tornando “escravo”, “refém” dos nórdicos, o que logo passa para uma relação de pai e filho. Uthred é criado pelos dinamarqueses e acaba absorvendo sua língua, seus constumes, suas crenças, o que acaba se identificando mais como um dinamarquês do que inglês, essa dualidade acaba colocando ele numa espécie de crise de identidade, hora se identificando como dinamarquês, hora como inglês. Essa lealdade dividida é posta a prova quando Uhtred envolve-se com o rei de Wessex – Alfredo.

A narrativa é magistral, muito bem arquitetada, já que o autor é um grande estudioso da história inglesa e neste primeiro livro, conta a história da queda dos três grandes reinos saxões (Nortúmbria, Ânglia Oriental e Mércia) já que Wessex teve as tentativas de invasão frustradas e mostra muito bem a influência da igreja católica das decisões, nos destinos e como desde sempre cega as pessoas da realidade nua e cruel, mascarando, forjando, matando em nome de deus.  Indiretamente os deuses acabam participando e influenciando os acontecimentos, tendo como protagonistas o deus da igreja católica e do outro lado, os deuses pagãos dos dinamarqueses.

Para quem gosta da Idade Média, de histórias medievais, o livro irá agradar pois é cheio de detalhes do dia-a-dia medieval, e claro, nas batalhas, repleto de selgaveria e sangue, mas nada que uma leitora “chick lit” não possa suportar (nada contra esse gênero e nem contra aos entusiatas). Uma história de guerra, heroísmo que te prende do início ao fim.

Página Oficial do Autor: http://www.bernardcornwell.net/

A série Crônicas Saxônicas é compostas dos títulos abaixo e segundo informação no site oficial do Autor, agora em 2011 será lançado mais um título da série que ainda não tem nome definido, somente que o lançamento será em outubro de 2011 nos Estados Unidos e Reino Unido, o jeito é aguardar!

 

imagem cavaleiro morte senhores norte
O Último Reino
2004

O Cavaleiro da Morte
2005
Os Senhores do Norte
2006
cancao espada  
A Canção da Espada
2007
Terras em Chama
2009
 

sábado, 21 de maio de 2011

Meu retorno

retornoCaros colegas, sei que tenho estado ausente do Blog do Atuante, verdadeiramente escrever aqui me dá muito prazer, para poucos ou para muitos, gosto de escrever, de compartilhar informações.
De momento não posso ainda revelar, mas eu e minha família - a Carol do Sabor do Livro, O Igor do Cakkinho estamos num grande projeto de vida que requer muito de nosso tempo e dedicação, quando digo nosso, me refiro a todos nós e com isso temos ficado sem tempo para escrever em nossos Blogs e também para manter nossas metas de leitura.
Nesta semana recomecei a ler e assim que conseguir fazer as resenhas, vou publicando aqui, vou reativar minhas postagens semanais sobre as Bibliotecas no Mundo e outras coisas!
Bem, esse post é para marcar meu retorno ao blog, e até mais!
Newstein

domingo, 2 de janeiro de 2011

Lidos em 2010

Livros lidos em '10:


01 - O Último Chefão - Mario Puzo - 9,0
02 - O Símbolo Perdido - Dan Brown - 9,0
03 - A Guerra Suja - Mario Puzo - 7.0
04 - O Misterioso Caso de Styles - Agatha Christie - 7,0
05 - A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón - 10,0
06 - Caim - José Saramago - 6,0
07 - O Inimigo Secreto - Agatha Christie - 8,0
08 - Como Vejo o Mundo - Albert Einstein - 6,0
09 - Assassinato no Campo de Golfe - Agatha Christie - 7,0
10 - O Universo e o Dr. Einstein - Lincoln Barnett - 7,0
11 - Poirot Investiga - Agatha Christie - 7,0
12 - Código da Vida - Saulo Ramos - 8,0
13 - Holocausto - Gerald Green - 8,0
14 - Einstein, Sua Vida, Seu Universo - Walter Isaacson - 9,0
15 - Os Homens que não amavam as mulheres - Stieg Larsson - 9,0
16 - A Ciência Médica de House - Andrew Holtz - 5,0
17 - O Homem do Terno Marrom - Agatha Christie - 7,0
18 - O Segredo de Chimneys - Agatha Christie - 8,0
19 - O Parque dos Dinossauros - Michael Crichton - 8,0
20 - Os Pilares da Terra Vol. 1 - Ken Follett - 9,0
21 - Auschwitz - O Testemunho de um Médico - Miklos Nyiszli (9,0)
22 - A Menina que Brincava com Fogo - Stieg Larsson 9,0
23 - Os Pilares da Terra Vol. 2 - Ken Follett 9,0

 

Certamente foram poucos, mas tive um bom ano de leituras, fui prejudicado pelo tenebroso semestre na faculdade que sugou toda minha energia, mas 2011, promete… Quero cumprir minha meta de 50 livros lidos, em 2012, fecharemos o balanço!

domingo, 17 de outubro de 2010

O Sonho da Aldeia Ding

image "O Sonho da Aldeia Ding", do escritor Yan Lianke, é uma ficção que carrega o peso de uma verdade triste. O romance, fundamentado por três anos de pesquisa do autor, conta a história de um vilarejo pobre da China onde o sangue de seus cidadãos é comercializado como qualquer outra mercadoria.

A atividade é exercida sem seguir normas de higiene e causa discórdia entre os aldeões.

Por meio da narrativa, o autor traz à tona os conflitos éticos trazidos pela pobreza extrema, assim como pelo desejo de enriquecimento, e mostra como a ganância termina por drenar e contaminar literalmente a vida da China.

Yan Lianke é considerado um dos principais escritores asiáticos vivo. É também um forte opositor da ditadura que reina em seu país. Foi expulso de lá por causa do livro "A Serviço do Povo", que faz sátíra com as idiossincrasias da população chinesa.

 

Sinopse - Um dos mais importantes escritores chineses contemporâneos - e um dos mais ferrenhos críticos da censura em seu país -, Yan Lianke recorre à sátira para criar tramas inspiradas nas particularidades de seus compatriotas. Após o sucesso de "A serviço do povo", banido na China por achincalhar o regime de Mao Tsé-Tung, ele retorna com outro tema polêmico: a comercialização de sangue humano.

Com base em três anos de pesquisa sobre o tráfico de sangue em sua província natal, Henan, "O Sonho da Aldeia Ding" é uma elegante tour de force literária. Um livro que confirma o talento de Lianke e, ao mesmo tempo, se coloca como uma dura e concisa observação do subdesenvolvimento no interior da China. A partir de uma pequena vila, onde o sangue é comprado e vendido livremente, e com terríveis conseqüências, o autor cria um romance que ilustra como a busca por riquezas drena os recursos naturais e contamina a vida da população.

A partir do pequeno Qiang, um inocente menino morto aos 8 anos, a história da vila da Aids é contata despretensiosamente. Na província de Henan, início dos anos 1990, habitantes de vilarejos pobres se veem seduzidos pela perspectiva de deixar a pobreza para trás. Tudo a um custo aparentemente baixo: a venda do próprio sangue. Logo doadores e coletores de plasma iniciam um ciclo desenfreado, sem se preocupar com o uso de agulhas esterilizadas.

Desde a discórdia entre os moradores até o estabelecimento de uma ordem intrínseca ao vilarejo - e alienada ao governo - o menino, assassinado em decorrência do enriquecimento do pai com o esquema de coleta de sangue, expõe as falhas de caráter e as virtudes dos aldeões. Somos levados a questionar o que é certo e o que é errado dentro do caos provocado pelo próprio governo. A ética se inverte, e segundo uma moral própria os grupos de sobreviventes farão o possível para se proteger e garantir uma morte digna.

Detalhes da Edição

Título: O Sonho da Aldeia Ding
Autor: Yan Lianke
Tradução: André Telles
Editora: Record
Edição: 1
Ano: 2010
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 210 x 140 | 304 páginas

 

Leia mais:

 

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Debaixo dos raios do sol poente, a planície do Henan estava vermelha, vermelha como sangue. Era fim de outono. Fazia frio. As ruas da Aldeia dos Ding estavam desertas. Os cães estavam de volta ao seu canto. As galinhas, empoleiradas. As vacas, há muito tempo deitadas no calor dos estábulos.

Nenhum ruído perturbava o silêncio da Aldeia dos Ding. A vida era igual à morte. Silêncio, fim de outono, crepúsculo.

A aldeia e seus moradores haviam definhado, e, como o capim e as árvores da planície, a vida secara: não passava de um cadáver enterrado em seu túmulo.

O vermelho do sangue dera lugar à escuridão da noite. Enfurnados em casa, os aldeões não saíam mais.

Meu avô, Ding Shuiyang, estava de volta da cidade. O ônibus que ligava Weixian, capital do distrito, a Dongjing, capital da província, deixara-o no acostamento da estrada principal como uma folha seca que o outono separa da árvore. O caminho que levava à Aldeia dos Ding fora pavimentado dez anos antes, quando todos os aldeões vendiam seu sangue. Por um instante, meu avô permaneceu imóvel no acostamento da estrada contemplando a aldeia que se estendia à sua frente. O vento trouxe-o de volta à realidade. Depois que embarcara no ônibus para ir à cidade escutar as intermináveis e melífluas exposições dos representantes do governo local, a confusão reinava em seu espírito. Agora tudo parecia claro como o sol nascendo num céu sem nuvens. Assim como é óbvio que as nuvens trazem chuva e o fim do outono traz frio, era óbvio que os aldeões que haviam vendido seu sangue dez anos antes iriam contrair "a febre" e deixar este mundo como as folhas mortas que o vento fazia cair das árvores no outono.

A doença escondia-se no sangue como meu avô imergia em seu sonho. A doença amava o sangue como meu avô amava o sonho.

Meu avô sonhava todas as noites. Fazia três noites que tinha um sonho recorrente. Ele estava em Weixian ou Dongjing. O sangue percorria uma rede de canalizações subterrâneas que se ramificava sob a cidade como uma gigantesca teia de aranha.

Nos locais em que os dutos estavam mal encaixados, o sangue esguichava para cima e caía numa chuva vermelha cujo cheiro irritava o nariz, e sobre toda a planície ele via o sangue brilhar nos poços e nos rios.

Nas cidades e aldeias, os médicos lamentavam sua impotência em refrear os progressos da doença, mas, diariamente, um médico, instalado numa rua da Aldeia dos Ding, esfregava as mãos de alegria. Na aldeia silenciosa, enquanto as pessoas se enterravam em suas casas, esse médico quarentão, sentado embaixo de sua velha sófora, a arca de remédios jazida a seus
pés, ria desbragadamente. Sua risada sonora fazia as árvores estremecerem e as folhas caírem, assim como o vento do outono que não esmorecia.

Quando saía do sonho, as autoridades convocaram meu avô para uma reunião. Como a Aldeia dos Ding havia perdido seu chefe, ele havia sido nomeado para substituí-lo.

De volta da reunião, diversas evidências ficaram claras para ele.

Em primeiro lugar, a doença que chamavam de "febre" tinha um nome: Aids.

Em segundo lugar, aqueles que haviam vendido seu sangue aquele ano haviam sido acometidos pela febre duas semanas depois e deviam forçosamente estar com Aids.

Em terceiro, aqueles que estavam com Aids apresentavam agora os mesmos sintomas de oito ou dez anos antes: uma febre comparável à da gripe, que desaparecia assim que eles ingeriam um medicamento antipirético, mas, três ou cinco meses mais tarde, eles já não tinham mais forças. Manchas e pústulas apareciam em seus corpos. Micoses carcomiam suas línguas e eles começavam a definhar. No fim de três meses, oito meses, muito raramente um ano, morriam. Carregados pelo vento como folhas secas. A luz se apagava e eles não eram mais deste mundo.

Quarta evidência: de dois anos para cá morria uma pessoa por mês na Aldeia dos Ding. Quase todas as famílias haviam perdido alguém. Mais de quarenta pessoas estavam mortas. Os sepulcros erguiam-se como feixes de trigo por toda parte nos campos. Alguns doentes com hepatite ou tísica, mas outros também cujo fígado e pulmões estavam perfeitamente saudáveis, não conseguiam engolir mais nada. Reduzidos ao estado de esqueletos, morriam seis meses mais tarde, depois de haverem cuspido uma bacia cheia de sangue. Carregados pelo vento como folhas secas. A luz se apagava e eles não eram mais deste mundo. Estivessem doentes do estômago, do fígado ou dos pulmões, era para todos a mesma "febre". A Aids.

Quinta evidência: aquela "febre", que no início só afetava os estrangeiros, as pessoas da cidade e os depravados, espalhara- se por toda a China, inclusive pelas aldeias, golpeando agora pessoas de conduta absolutamente inatacável. Como uma revoada de grilos, a doença abatia-se sobre as aldeias.

Sexta evidência: os que estavam doentes achavam-se irremediavelmente condenados. Era a nova doença mortal que golpeava o gênero humano, e o dinheiro nada podia contra ela.

Sétima evidência: aquilo era apenas o começo. A explosão iria produzir-se dali a um ano e atingiria seu paroxismo no ano seguinte. Por ora, dava-se a um homem que morria a mesma atenção que a um cão. Logo sua morte seria tão ignorada quanto a de um pardal, uma traça ou uma formiga.

Em oitavo lugar: eu estava enterrado atrás da escola onde meu avô morava. Quando eu morri, tinha acabado de completar 12 anos. Fui envenenado por um tomate que eu colhera ao voltar da escola. Seis meses antes, alguém dera veneno para nossas galinhas. No mês seguinte, o leitão que minha mãe criava comera um nabo envenenado e morrera. Por fim, eu comera o tomate envenenado largado numa pedra na beira do caminho que eu tinha que percorrer ao voltar da escola. Mal o engoli, tive a impressão de que me rasgavam as entranhas e desabei depois de alguns passos. Meu pai acorreu e me carregou às pressas para casa. Morri cuspindo uma espuma branca assim que ele me colocou na cama.

Eu estava morto, mas não morrera da "febre", isto é, de Aids.

Minha morte resultou da gigantesca coleta de sangue à qual meu pai se dedicara dez anos antes. Eu morrera porque ele se tornara o grande administrador do sangue para a Aldeia dos Ding, a Aldeia dos Salgueiros, a Aldeia das Águas Amarelas, a Aldeia do Segundo Li e outras aldeias da região. Ele era o rei do sangue.

No dia da minha morte, ele não derramou uma lágrima. Primeiro, quedou-se por um instante sentado ao meu lado com meu tio. Em seguida, os dois homens se levantaram e, equipados com uma pá afiada e um machado reluzente, foram se plantar no cruzamento de duas ruas, onde proferiram, com toda a potência de seus pulmões, uma torrente de invectivas destinadas à aldeia.

Meu tio berrou:

- Bando de canalhas, vocês só são bons para envenenarem à socapa, apareçam se tiverem colhões para que eu, Ding Liang, possa lhes arrancar a pele.

Meu pai, agitando sua pá, emendou:

- Vocês todos têm inveja de ver que eu, Ding Hui, sou rico sem ser doente! Tenho certeza! Estão com inveja! Pois bem, eu, Ding Hui, amaldiçoo seus ancestrais até a oitava geração.

Vocês envenenaram minhas galinhas, meu leitão e tiveram a suprema audácia de envenenar meu filho!

Continuaram assim até a noite.

Ninguém se atreveu a aparecer.

Finalmente, me sepultaram.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

É Isto Um Homem?

LEVI, PRIMO – É ISTO UM HOMEM?

image Nascido em Turim, na Itália, em 1919, era químico por formação. Nascido numa família judaico-piemontesa, foi denunciado aos nazistas e enviado para Auschwitz, de onde foi libertado pelos russos. Narrou sua experiência em vários livros premiados. Suicidou-se em 1987.

A memória é testemunha e não juiz nesta obra-prima do escritor italiano Primo Levi (1919-1987). Em 'É isto um homem?', Levi conta seu sofrimento num lager, campo de extermínio, sem contudo apiedar-se do seu destino, ou tentar vingar-se, aproveitando-se do distanciamento seguro da narração. Deportado para Auschwitz em 1944, o escritor foi um dos três judeus, em 650 companheiros de infortúnio, a sobreviver, retornando à Itália e a seu trabalho de químico em 1945. O desejo de melhor compreender esta terrível experiência, no entanto, o impulsionou a escrever nove relatos, entre ensaios, poemas e justamente 'É isto um homem?'

Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objetividade, a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta. Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus.

Mais um livro que tem como pano de fundo a 2ª guerra mundial, um dos assuntos que mais gosto de ler para “entender” a infinita ignorância dos homens.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Bibliotecas no Mundo

National Library and archive Canada  - Biblioteca e Arquivo Nacional do Canadá - (Canadá) - Visite aqui!

A Biblioteca Nacional e Arquivo Canadá está localizado em Ottawa, Canadá, com o número de 18,8 milhões de livros. É uma junção do Arquivo Público do Canadá e a Biblioteca Nacional do Canadá, fundada em 1953. O diretor, bibliotecário e arquivista é o Dr. Daniel J. Caron.
Em 2004, o Arquivo Nacional do Canadá e a Biblioteca Nacional do Canadá foram reunidos pela Biblioteca e Arquivos do Canadá por uma lei para criar uma instituição de novos conhecimentos para os canadenses, Biblioteca e Arquivos do Canadá, uma fonte permanente de conhecimento e a memória permanente do Governo do Canadá e das suas instituições.
Tem como objetivo:
- Preservar o patrimônio documental do Canadá para o benefício das gerações presentes e futuras; 
- Ser uma fonte permanente de conhecimento acessível a todos, contribuindo para o progresso cultural, social e econômico do Canadá;
- Facilitar a cooperação no Canadá entre as comunidades envolvidas na aquisição, preservação e difusão do conhecimento;
-Servir como memória permanente do governo do Canadá e suas instituições.

A Biblioteca e Arquivo Nacional do Canadá disponibilizou na internet – Flickr uma lindíssima coleção de retratos de várias épocas e separados por assuntos, vale a pena dar uma olhada, acesse em: http://www.flickr.com/photos/lac-bac/

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Laboratório na Biblioteca e Arquivos do Canadá, Centro de Preservação Gatineau

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Faça um tour virtual pelos arredores da Biblioteca e Arquivo Nacional do Canadá, utilizando o Google Maps - street view.

Exibir mapa ampliado

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fim de Semana no Rio

Neste fim de semana (17 e 18/10) estive no Rio de Janeiro, visitando minha querida “CÚnhada” e matando saudades de minha linda esposa e de meu filho que estão curtindo férias no Rio. Matei saudades também do meu sobrinho João, o que me chama de tio “Ogro”, tio “Ogrinhooooo”.

Foi um final de semana curto mas muito bem aproveitado, companhia ótima e muito divertida! Estou sem dormir de sexta para sábado, de sábado para domingo, “um pouquinho”, e de domingo para hoje, pouquinho no avião e um pouquinho em casa! Tô morto, mas tô feliz! Valeu!!!

”Nos matamos” de tanto comer num Restaurante que serve rodízio de comida mexicana e japonesa, pensa!!! No domingo fomos ao Friday’s, cozinha estilo norte americana e restaurante totalmente temático, “é o que há”.

Nesta “pequena férias” não podia deixar de lado outros assuntos que amo de paixão: LIVROS e o tema UNIVERSO! Sábado fomos ao planetário do Rio, vasculhamos tudo e asssitimo uma Sessão de Cúpula sobre o Sistema Solar, Eu, Cakkinho, Caroline, Flávia e o Litlle John, fomos a loucura, demais!!!!

Visitei a Mega Store da Saraiva (não me convenceu) comprei dois livros: O Vendedor de Armas e A Menina que não Sabia Ler!

Agora o que me convenceu e me emocionou foi a Livraria da Travessa no Barra Shopping, não é uma livraria, não é uma biblioteca, posso dizer que é uma biblioteca que vende livros, o lugar é lindo,  show, musica ambiente de matar, para onde se olha, livros, livros que se pode adquirir livros, entrei em parafuso!!!

Comprei para a Carol do Sabor do Livro, As Barbas do Imperador, para o Cakkinho, Diário das Invenções - Leonardo Da Vinci, em 3D, o Cakkinho pirou!!! Para minha querida CÚ, que está retornando ao Clube da Leitura, O Menino do Pijama Listrado e A Menina que Roubava Livros!

Depois fomos até a FNAC, que eu diria que ficou entre as duas anteriores, ou seja abaixo da Livraria da Travessa. Comprei para a Carol, A Casa dos Espíritos, O Ladrão de Raios e Alice no País das Maravilhas, estes dois últimos para lermos ao Cakkinho. Para minha Cú, mais um livro – A Casa dos Espíritos.

Vou postar algumas fotos na Livraria da Travessa:

 

1
Igor (Cakkinho) deliciando-se na seção de livros infanto-juvenis

2

Caroline (Sabor do Livro), Jairo (que vos escreve) e Igor (Cakkinho)

 

3
Minha querida Cú – Flávia e minha esposa, linda e maravilhosa!


4

Caroline, meu amor!

 

5

Na bancada dos livros que tanto adoro (2ª Guerra Mundial)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Documentário: O Martelo das Bruxas

image Em pesquisa a rede mundial de computadores deparei-me com um link que levou-me ao site da National Geographic – Nat Geo onde dia 18/07 (22:00) será exibido um documentário a respeito do O Martelo das Bruxas, onde pela primeira vez na história, uma equipe de investigação internacional tenta desvendar os mistérios do Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas). Escrito em 1485 e publicado em 1486 (ou 1487), por dois monges alemães dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger, que se tornou uma espécie de "manual contra a bruxaria", este antigo e infame manual mudou a forma como o mundo via a maldade. Com instruções detalhadas de como descobrir, perseguir e punir as bruxas, o Malleus Maleficarum inspirou séculos de acusações e massacres em todo o mundo. Agora, através de profundas recriações e amplas entrevistas com estudiosos, levamos os telespectadores em uma jornada pela loucura para que se possa compreender melhor a origem, a legitimidade e a história do Martelo das Bruxas.

Neste dia estarei em viagem, mas vou programar para deixar gravando, assistirei na semana seguinte e postarei aqui minhas impressões.

Horários Alternativos para quem tiver interesse em assistir:

O MARTELO DAS BRUXAS – Canal Nat Geo 52 Sky

  • Domingo 18 de Julho 22:00

  • Segunda-Feira 19 de Julho 02:00

  • Sexta-Feira 30 de Julho 23:00

  • Segunda-Feira 30 de Agosto 03:00

    Informações obtidas na grade de programação da SKY, poderá sofrer alterações, consulte antecipadamente.
  • O Martelo das Feiticeiras

    É sabido que um dos assuntos que tenho muito interesse é sobre a Idade Média, ou também conhecida por Era Medieval e que pode ser subdividido em períodos menores como a Alta Idade Média e Baixa Idade Média. Tenho o maior prazer em pesquisar, ler e descobrir dados sobre esse período e uma dos assuntos que ronda minha curiosidade é a perversidade e insanidade da “Santa Inquisição” que de santa não teve nada! Mas deixamos a discusão de lado, pois futebol, religião e política não gosto de discutir. Deixe-me apresentar a vocês O Martelo das Feiticeiras, que foi o manual oficial da inquisição para caça às bruxas, lemos:

     

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    O MARTELO DAS FEITICEIRAS (Malleus Maleficarum) - é um dos livros mais importantes da cultura ocidental, tanto para os leitores que se interessam pela história quanto para aqueles que estudam a história do pensamento e das leis. Documento fundamental do pensamento pré-cartesiano, bem como um dos mais importantes depositórios das leis que vigoram no Estado teocrático, revela as articulações concretas entre sexualidade e poder, e por isso é uma peça única para todos aqueles que estudam a profundidade da psique humana e o funcionamento das sociedades.

    Durante quatro séculos este livro foi o manual oficial da Inquisição para caça às bruxas. Levou à tortura e à morte mais de 100 mil mulheres sob o pretexto, entre outros, de “copularem com o demônio”. Esse genocídio foi perpetrado na época em que formavam as sociedades modernas europeias. Um das consequências, apontadas pelos especialistas, foi tornar dóceis e submissos os corpos das mulheres posteriormente. O papa Inocêncio VIII nomeou dois dominicanos, os inquisidores Heinrich Kramer e James Sprenger, para julgar feiticeiras na Alemanha. Este último, deão da Universidade de Colônia, publicaria dali a dois anos, em 1484, com Kramer, prior de Salzburgo, a mais importante obra sobre demonologia da história, o temível Malleus Maleficarum (“O Martelo das Bruxas”), fonte de inspiração para todos os tratados posteriores, baseados em obras precedentes, entre as quais Formicarius de Johannes Nider, de 1435. Essa obra de Kramer e Sprenger atingiu 19 edições e foi aprovada pelo corpo docente da Universidade de Colônia. Dividia-se em três partes: A primeira discursava aos juízes, ensinando-lhes a reconhecer as bruxas em seus múltiplos disfarces e atitudes. A segunda expunha todos os tipos de malefícios, classificando-os e explicando-os. A terceira regrava as formalidades para agir “legalmente” contra as bruxas, demonstrando como inquiri-las e condená-las. Ela tinha como princípio o preceito bíblico que diz: à feiticeira não deixarás viver. (Ex 22,18). A abertura da obra, focalizando as três condições necessárias para a bruxaria, nos diz: “Se crer em bruxas é tão essencial à fé católica que sustentar obstinadamente opinião há de ter vivo sabor de heresia.”

     

    image As Bruxas, na visão medieval

    Esse vai para a minha lista de desejos (My wishlist).